Segundo um dicionário a palavra
especulação significa a suposição de alguma coisa sem comprovação, e baseia-se,
geralmente no raciocínio abstrato, ou seja, o que ela pressupõe, ainda não existe,
mas a depender de quanto e como se espalha a notícia e da confiança que se dá a
informação, além da necessidade de tornar-se fato, ela poderá virar realidade. Alguém
que adquire uma grande porção de um terreno com casas construídas, aproveitará
para fazer especulação, pois, agora sendo o maior proprietário, causara uma redução
de oferta de casas neste mesmo terreno, e subirá os preços acima dos praticados
no mercado, pois a maior parte das casas agora pertencem a um único dono.
Existem comprar feitas apenas com o intuito de especular um valor hoje que
poderá ter um preço mais auto de venda futuro, mas como se trata de especular
esse valor pode subir ou baixar e quem comprou pode ter que vender mais barato,
ou seja: com prejuízo. O Primeiro grande caso de especulação aconteceu com a tulipomania. No
Guia valor econômico, Mara Luquet explica esse acontecimento histórico: Quem
hoje poderia apontar uma inocente flor como objeto de especulação? no entanto, na
primeira metade do século XVII, na Holanda, era difícil encontrar alguém cujo
os olhos não brilhassem de cobiça a menção de investir na exótica tulipa, que
chegou na Europa ocidental no século anterior: rara seria, seria alçada a categoria
de flor da moda no norte da França, nos países baixos e no oeste da Alemanha. A
tulipa causou uma grande onda de euforia financeira, levando entre 1636 e 1637 legiões
de súditos holandeses a se desfazer de seus bens para investir em bulbos da flor,
em m episódio que ficou conhecido como “tulipomania”.
Nos primeiros anos na Europa, a
tulipa estava confinada aos jardins da nobreza ou estufas de botânicos. Mas por
volta de 1634 já era objeto de desejo dos holandeses: mais que fome de consumo,
a produção de variedades mais baratas deflagrou uma explosão de demanda pela
flor. O sucesso dos plantadores extrapolou suas expectativas mais otimistas, e
a grande e repentina procura por tulipas coincidiu com a prosperidade econômica
holandesa que veio com o final da guerra com a Espanha que ajudou a
prosperidade no mercado têxtil. O melhor momento para comprar tulipas era entre
junho, quando os bulbos eram arrancados, e outubro, época do plantio. Assim os
investidores compravam em outubro para receber em junho, ou seja: compravam
para receber em data futura. Como os
compradores desses bulbos esperavam muito tempo para receber o produto, eles começaram
a negociar o produto nesse intervalo de tempo, revendendo os bulbos que haviam
sido comprados, mas que ainda não tinham sido entregues, e vendiam com lucro.
Com a intensificação da venda dos bulbos, investidores negociavam a compra e
venda sem nunca ter posto os olhos nos bulbos. E muitos compradores procuraram
esses vendedores em potencial, mesmo sabendo que esses vendedores ainda não dispunham
da mercadoria que estava negociando. Eram por tanto, contratos que estabeleciam
um preço no papel, repassando a entrega dos bulbos de tulipas a outras pessoas
que comprassem os papeis, os títulos. Com a aproximação da primavera, os preços
baseados em expectativas, ou mesmo especulações, subiram e aumentavam o movimento
no mercado das tulipas. No início de 1937 a especulação chega ao auge e o que
se comercializa não são mais as tulipas, mas os papeis que representam as
compra e vendas delas, ainda que com data teórica para entrega. Quanto mais
perto tivesse de sua colheita, maior era o preço negociado e a possibilidade de
lucros, pois os preços subiam diariamente. A tulipa Almirante De Maan, aumentou
mais de 1000 por cento, saltando de 15 para 175 florins. Em 1637 o mercado das
tulipas quebrou. Não razoes claras para o pânico que levou a isto, mas alguns
autores atribuem tal situação a intervenção oficial. O fato é que começaram a
circular rumores, outra especulação, que não haveria mais compradores para os bulbos,
e foi o suficiente para que no dia seguinte as tulipas não conseguissem ser
mais vendidas, não importando o preço: os contratos não foram honrados, a inadimplência
disparou, ocorreu uma serie de quebradeiras no mercado e a tulipa entrou para a
história como um verdadeiro troféu da especulação.







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